O fim dos frentistas no Brasil?
Projeto apresentado na Câmara dos Deputados, em Brasília, sugere a legalização do autoatendimento em postos de combustíveis
Projeto apresentado na Câmara dos Deputados, em Brasília, sugere a legalização do autoatendimento em postos de combustíveis
A legalização do self-service de combustíveis no Brasil, proposta por deputados na Câmara Federal, ameaça o emprego de 25 mil frentistas em Santa Catarina, 45 mil em Minas Gerais, e assim por diante. O sistema, por outro lado, pode reduzir em R$ 0,20 o preço do litro da gasolina, do álcool e do diesel e permite que os postos faturem durante a madrugada.
Mesmo se aprovado, o autoatendimento esbarrará em alto investimento e necessidade de ampliação da área dos estabelecimentos, conforme ponderam os representantes do segmento de abastecimento.
Pesquisa realizada pela Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) aponta que o frentista demora, em média, três minutos para abastecer o veículo. O próprio consumidor demora mais do que o triplo: dez minutos.
Isso significa que, se o posto quiser manter a média de vendas e evitar filas, que afastam o consumidor, precisará instalar pelo menos três bombas para cada frentista dispensado. E é aí que está o problema. Cada máquina, que tem autonomia para receber pagamento, custa em torno de R$ 60 mil, aporte médio de R$ 180 mil para cada funcionário demitido.
A título de comparação, um frentista recebe cerca de R$ 1,5 mil e os encargos, conforme a Fecombustíveis, somam mais R$ 1,65 mil. Na ponta do lápis, o gasto anual com o profissional é de R$ 40,950 mil.
“Além dos gastos, o espaço físico do posto que desejar instalar as bombas deve ser maior. Afinal, os carros terão que transitar pelo estabelecimento”, pondera o Presidente da Fecombustíveis e vice-presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo do Estado de Minas Gerais (Minaspetro), Paulo Miranda.
Devido às dificuldades, ele avalia que a instalação dos equipamentos aconteça de forma gradual, caso o PL seja aprovado. “Acredito que os postos maiores vão optar por implantar algumas máquinas, mas vão manter parte dos empregados”, diz.
O presidente do Sindicato dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Belo Horizonte e Região (Sinpospetro BH), Possidônio Valença, acredita que o preço da gasolina não irá cair, caso o projeto de lei que tramita no Congresso seja aprovado.
“Não há garantia de que o empresário vá repassar essa redução para o consumidor. Os donos podem, simplesmente, aumentar a margem de lucro”, analisa. A segurança do motorista também será ameaçada, conforme o representante dos trabalhadores. “É perigoso descer do carro sozinho, à noite, para abastecer. Sem contar que os frentistas têm treinamento para manusear os combustíveis, que são altamente nocivos à saúde”, afirma.
Ele pondera que o benzeno, substância presente no combustível, é altamente cancerígeno. “É complicado expor o consumidor a esse tipo de produto. Sem contar que, no Brasil, os combustíveis têm mais benzeno do que em outros países”, comenta. (Fonte: Hoje em Dia, com informações do NSC Total)
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